Neste terceiro trilho do Caminho de Páscoa, somos convidados a olhar para o essencial: a nossa relação com Deus. Antes de evangelizar, precisamos encontrar-nos com Cristo. Antes de servir, precisamos ouvir a sua voz. Antes de dar, é preciso receber.
A oração é o “respiro da fé” — é onde começa e se sustenta o discipulado missionário. Sem ela, não há força, não há sentido, não há fruto.
A oração é o ponto de partida e a força que sustenta a missão. Ao redescobrir o encontro pessoal com Cristo, tornamo-nos verdadeiros discípulos missionários. Caminhemos juntos, com os olhos fixos n’Ele.
Colocar a oração e a vida espiritual no centro da caminhada cristã;
Redescobrir a oração como um encontro vivo com Jesus;
Valorizar a Eucaristia como fonte e cume da vida cristã;
Reforçar a prática dos sacramentos, especialmente a Reconciliação;
Criar ambientes e propostas que promovam o amadurecimento espiritual;
Ajudar cada fiel a fazer um caminho pessoal de discernimento e santidade.
Cada trilho do Caminho de Páscoa segue uma metodologia simples e transformadora: Refletir, Rever, Discernir e Decidir & Agir. É um convite a escutar o Espírito, olhar com verdade para a realidade, discernir em comunidade e tomar decisões concretas que renovem a missão da Igreja, com coragem e fidelidade ao Evangelho.
Neste primeiro passo, somos convidados a escutar a Palavra, a doutrina da Igreja e os apelos do nosso tempo. Trata-se de iluminar a realidade à luz do Evangelho e de redescobrir o sentido profundo do tema abordado no trilho.
Perguntamo-nos: O que Deus quer nos dizer? Que verdade fundamental somos chamados a reconhecer?
Aqui, olhamos com honestidade para a realidade da nossa comunidade, avaliando as práticas, estruturas e atitudes atuais. É o momento de reconhecer o que já está a ser bem vivido e o que precisa de renovação.
Perguntamo-nos: Como temos vivido isso até agora? O que precisa ser fortalecido, corrigido ou superado?
Este é o coração do processo: escutar o Espírito Santo em comunidade. O discernimento eclesial exige oração, escuta mútua, abertura e humildade. Não se trata de debater opiniões, mas de buscar juntos o que o Senhor está a pedir.
Perguntamo-nos: Quais são os sinais de Deus no meio de nós? O que o Espírito nos inspira a fazer? Para onde Ele nos conduz?
O último passo transforma tudo em compromisso concreto. Depois de refletir, rever e discernir, a comunidade é chamada a tomar decisões práticas, adaptadas ao seu contexto e orientadas para a missão.
Perguntamo-nos: O que vamos fazer, concretamente, nos próximos meses? Que passos damos já hoje?